The third Somsocosmos residency hosted an international group of musicians, sound artists, researchers and therapeuts, living and working, together, offline, during two weeks. Dynamics included discussions, improvisations, readings, recordings , dj sets, pirate radio transmission, workshops, yoga and live performances. During the residency an open studios event was held for the local community, with concerts, videomaping, fire improvisation and local food. After the residency happened the Somsocosmos festival at Audio Rebel in Rio de Janeiro, with a series of concerts, DJ sets and live transmissions. Finally, a night of performances occupying a public space was organized in partnership with lanchonete.org in São Paulo.

A terceira residência Somsocosmos recebeu um grupo internacional de músicos, artistas sonoros, pesquisadores e terapeutas, morando e trabalhando juntos, offline, por duas semanas. Dinâmicas incluíram leituras, debates, improvisações, gravações, DJ sets, transmissões de rádio, oficinas, yoga e apresentações. Recebemos a comunidade local no evento Portas Abertas, durante o qual aconteceram shows, videomaping, fogueira, tapiocas orgânicas e drinks artesanais. Após a residência, apresentamos o Festival Somsocosmos na Audio Rebel, no Rio de Janeiro, com uma série de shows e DJ sets, transmitidos ao vivo em rádio pirata. Finalmente, foi organizada uma noite ocupando o espaço público no Conjunto Santos Dumont, em São Paulo, em parceria com o projeto lanchonete.org e o rádio-artista Andrew O'Connor.

Curadoria e produção: Antonio Sobral e Verónica Cerrotta

Programa educativo: Laura Burocco e Thainá Branco

Registro em foto e vídeo: Mari Bley

Equipe de gravação: Alexandre Gwaz, Benoît Bellet, Gabriel Edé e Laura Zimmerman

Gravações externas: Matheus Vinhal

Apoio: Audio Rebel, Boca do Trombone e Lanchonete.org

Juri: Antonio Sobral, Carla Boregas, Mari Romano e Verónica Cerrotta

Residentes: Alexandra Jamieson (AR), Amber Cortés (EUA), Anderson Kaltner (BR), Andrew O'Connor (CA), Dwayne Kapula (ZI), Máximo Signorini (AR), Nia (EUA), Nicolás Gulluni (AR), Roberta Ainstein (AR), Vane Sacca (AR) e Watsun (EUA)

Bolsistas: Felipe Neiva (BR) e Belén Gomez de la Torre (PE)

Convidados: Bruno Iasi, Charles Feitosa, Daniel Jablonski, Felinto e Marina Marchesan

 

 

 

 

 

 


Anotações sonoras de um cosmos   texto en español abajo   
Verónica Daniela Cerrotta  (tradução de Antonio Sobral)

Este é o meu terceiro ano na residência Somsocosmos, situada na fazenda São João. É também a sua terceira edição. Da primeira vez que vim, participei como residente. Foi uma experiência marcante e decisiva, eu diria iniciática, pois não apenas voltei à residência, como também mudei de país. Vim ao Brasil, ao Rio, à fazenda. São João tem suas portas abertas.

Na segunda edição participei integrando a equipe de gravação. Foi uma oportunidade, também, para me reencontrar com pessoas que se tornariam amigas, colegas, queridas. A familiaridade, nesta casa tão distante da minha, se cria em comunidade.

A esta altura, eu ja podia dizer que tinha encontrado um lugar. Um espaço fora do tempo, no meio de uma mata atlântica que transborda em cantos animais, que desliza nas aguas moventes das cascadas, que brilha intensamente, como tudo o que vive. Convivência.

Antonio Sobral é o idealizador da residência. Juntos, projetamos a terceira Somsocosmos. A terra sob os nossos pés nos irmanava. As teclas sob os nossos dedos nos harmonizava.

Decidi que escreveria durante toda a residência, enquanto escutasse. Como se a escrita fosse um laço mágico, que me unisse às coisas.

 



 


Os inícios. Os residentes chegaram juntos, do Rio, em uma van. Demoraram seis horas para subir a serra. Os esperávamos com as delicias da cozinheira Sandra Azevedo, e com um show de abertura, dado por músicos da equipe de gravação sonora. Os espaços começavam a se manifestar.

Modulação do ruido, do som e do silêncio.

A presença é nossa. Microfonia.
A presença é nossa microfonia.

Depois do show, nos apresentamos. As palavras dizem, e cada qual estava dizendo de si.

 

Escutar entre as linhas. As ganas, os desejos, as intenções.

A primeira atividade coletiva foi uma caminhada, longa. A primeira de várias. Saímos de casa em direção à horta, passamos pelos estábulos e chegamos na cascada que fica no fundo do vale. Em silêncio ou conversando com quem estivesse perto, íamos descobrindo a paisagem, e nos revelando junto a ela.

Para conhecer, caminhar.

O sol nos queima. Alguns cavalos aparecem no caminho. O tempo se dilata e nos pertence.


 



Jam. Se desdobraram sobre a mesa de bilhar, convertida em espaço de experimentação sonora, diversas linguagens, dispositivos e procedimentos. Uma conversa entre samplers e controladoras. Teclados e sintetizadores. Microfones e gravações. Pessoas e computadores.

A casa reverbera e penso que todos temos coisas para aprender.

 

 



Escutas multiplicadas. Instalamos a antena de rádio sobre uma das palmeiras imperiais, em frente à biblioteca. Andrew O'Connor, radioartista canadense que veio pela segunda vez à residência, trouxe um sistema de transmissão que alcança até dez quilômetros de distância, e através do qual apresentou o seu programa Disco 3000.

A rádio, como dispositivo e meio, nos conecta.

 

 


Escuta de um lugar. Com Belén Gomez de la Torre, fomos gravar na cascada. Havia pouca água correndo, não se escutava o ruído branco, apenas sons delicados de gotas caindo. E os insetos e um tucano. Uma brisa quente de primavera tropical.

No ano anterior intervimos no mesmo espaço, com a Laura Zimmerman e outras artistas mulheres que nos acompanharam. Este ano, junto a Belén, compartilhamos uma escuta sensível e íntima do lugar.

 

 



Universos sonoros. Organizamos sessões para escutar o trabalho dos residentes. Estas sessões, que se converteram num pilar da residência, aconteceram todos os dias no mesmo espaço e à mesma hora. Hábito de escutar.
Prática aberta e democrática. Socializar e compartilhar. Escutar-nos e nos fazer ouvir. Possibilidade de nos reconhecer em outros, e de nos aproximar por meio da escuta.
Sonoridades. Influências. Inspirações.
Escutar é fazer. Um corpo vivo escuta.

 

 



Primavera (quente). Os dias transcorrem amenos, leves, ensolarados. Às 8:30 tem yoga no jardim com a Vane Sacca. Breakfast and sounds. Some are recording. Some are sitting together, working with headphones.
Compartilhar espaços de trabalho, de escuta, de produção. Intercâmbio de saberes, de recursos. Múltiplos usos da tecnologia para a criação sonora.
Às 12:00, Belén propõe uma oficina com hidrófonos e microfones de contato.
De tarde, vamos ao lago gravar foley. Acompanhamos o Matheus Vinhal, que trabalha no desenho de som de um filme rodado na Amazônia. Recriamos sons de água, remo, nado, respiração... Ficção do som? Atores de Foley.

 

 



Equinócio de primavera. 04:52 am.                                                                                                                                                           
Boticelli. Ritual de Boas-vindas. Um novo dia. Watsun, Heron & Nia. O canto das aves despertando. O som de tudo o que vive (brilho intenso). As vozes.
A respiração. O corpo entrando no ar.



                                                                                                                                                                                “Pobre de quem não entendeu que a beleza de amar é se dar.”
                                                                                                                                                                                                                            ALCIVANDO LUZ e CARLOS COQUEIJO


 


Oficinas. Random music (Nico Gulluni). Jogue os dados: saem as notas. Jogue os dados: sai o ritmo. Tire uma carta: sai o registro. Soundscape, recording & production (Andrew O´Connor). Silence is a concept: like the zero. Silence is death in the physical aspect. It´s not a real thing.
 

                                                                                                                                                                                                                                                  “The body becomes an ear.”
                                                                                                                                                                                                                                                                MURRAY SCHAFER

Spring Box DIY (Amber Cortés). Sons que saltam. How does your body absorb sound? Perceber as vibrações do que nos rodeia, de tudo o que vive. Music as a dialog with natural sounds.

                                                                                                                                                         “Estamos viajando dentro do mesmo barco. Você em um mar, eu em outro.”                                                                                                                                                                                                                                                                       VITOR WUTZKI


 


Pensar em movimento. Acontece tanta coisa durante a residência, que cabem varios dias em um, e o tempo deixa de ser medido em dias. Assistimos filmes. Fizemos leituras, instalações e performances em vários espaços: estábulo, galpão, capela, marcenaria e jardim, ao redor do fogo. Criaram-se ensambles espontâneos pela casa. Alguns deles chegariam ao estúdio de gravação. Recebemos vários convidados: Daniel Jablonski, Bruno Iassi, Marcos Felinto, Laura Burocco e Charles Feitosa, que renovaram a escuta e os vínculos. Conversamos intensamente sobre as nossas identidades, reflexionando sobre o lugar que ocupamos na sociedade, de acordo com a cor da nossa pele. Pensamos a residência como parte de um processo "decolonial", no contexto de uma casa senhorial que data, justamente, do período colonial. Como disse Felinto, “uma missão difícil e transformadora de toda a experiência da residência, tomada como laboratório antirracista”. Caminhamos na noite para escutar e gravar sapos, grilos e toda essa fauna encantada que se manifesta sem ser vista.

 

 


Portas Abertas. Perto do fim da residência, abrimos as portas para a comunidade de São José do Vale do Rio Preto. Nos visitaram os alunos da escola João Limongi. Os recebemos com oficinas, apresentações e intervenções ao ar livre. Houve uma meditação sonora na capela, montamos um bar no parque e projetamos sobre as janela do pátio, ao redor do açude. Os agricultores da associação "Terra de Guaxo" prepararam suas deliciosas tapiocas orgânicas. Bebemos cachaça e fizemos uma eterna fogueira que nos acompanhou até o amanhecer.
 



 



Termino de escrever este texto em Buenos Aires. É Janeiro, e estou de visita na minha cidade. Daqui, reviso o material desta terceira residência. Os registros amplificam as recordações. As tornam imensas. Soam outra vez os sapos e as canções. À distância, confirmo que foi mágico, que vivimos uma experiência única e compartilhada. Enchemos o lugar de sons, sorrisos, danças, conversaciones. Compartilhamos desejo, projetos, cafés-da-manhã e almoços intermináveis, nos conhecendo em vários idiomas.
 
Como não se sentir modificada por todas estas vivências?
Como não se enamorar pela vida, depois de viver em São João?  

Anotaciones sonoras de un cosmos

Veronica Daniela Cerrotta

Este es mi tercer año en la  residencia Somsocosmos, situada en la Fazenda São João. Es también su tercera edición.  La primera vez que vine  participé como residente. Fue una experiencia marcante y decisiva, podría decir que iniciática, porque después de eso no sólo volví a la residencia, sino que también me mudé de país. Me vine a Brasil, me vine a Río, me vine a la fazenda. São João tiene sus puertas abiertas. 

 

En la segunda edición participé integrando el equipo de grabación. Fue una oportunidad, también,  para  reencontrarme con personas que se volverían amigas, colegas, queridas. La familiaridad, en esta casa tan lejana de la mía, se crea en comunidad. A esta altura ya podía decir que había encontrado un lugar. Un espacio fuera del tiempo, en medio de una mata atlántica que desborda en cantos animales, que se desliza en las aguas cambiantes de las cachoeiras, que brilla intensamente, como todo lo que vive. Convivencia.


Antonio Sobral es el idealizador de la residencia. Juntos, proyectamos la tercera Somsocosmos. La tierra bajo nuestros pies nos hermanaba, las teclas bajo nuestros dedos nos armonizaban. Decidí que iba a escribir durante toda la residencia, mientras escuchara. Como si la escritura fuese un lazo mágico que me uniese a las cosas.


 

Los inicios. Lxs residentxs llegaron todxs juntxs, desde Rio, en una van. Hicieron un viaje de seis horas subiendo la sierra. Lxs esperábamos con las delicias de la cocinera Sandra Azevedo  y con un concierto  de apertura dado por  músicxs  del equipo de grabación sonora. Los espacios comenzaban a manifestarse.

 
Modulación del ruido, del sonido y del silencio.


A presença é nossa. Microfonia.     
A presença é nossa microfonia.

Después del concierto, nos presentamos. Las palabras dicen, y cada cual estaba diciendo de sí.

 

Escuchar entre líneas. Las ganas, los deseos, las intenciones.


La primera actividad colectiva fue una caminata, larga. La primera de varias. Salimos de la casa hacia la huerta, pasamos  por los establos y llegamos hasta la cachoeira, que está en el fondo del valle. En silencio o conversando  entre quienes tuviéramos cerca, íbamos descubriendo el paisaje y revelándonos junto a él.

 

Para conocer, caminar.


El sol nos quema. Algunos caballos aparecen en el camino. El tiempo se dilata y nos pertenece.


Jam. Se desplegaron sobre la mesa de billar, convertida en espacio de experimentación sonora, diversos lenguajes, dispositivos  y procedimientos.  Una conversación entre samplers y controladoras. Teclados y sintetizadores. Micrófonos y grabaciones. Personas y computadoras.


La casa reverbera y pienso que todos tenemos cosas  que aprender.


 

 

Escuchas multiplicadas. Instalamos la antena de radio sobre una de las palmeras imperiales, frente a la biblioteca. Andrew O´Connor, radioartista canadiense que vino por segunda vez a la residencia, trajo un sistema de transmisión que alcanza los diez kilómetros de distancia y a través del  cual presentó su programa Disco 3000.

La radio, como dispositivo y medio, nos conecta.


 

 


Escucha de un lugar. Con  Belén Gómez de la Torre fuimos a grabar a la cachoeira.  Había poca  agua corriendo, no se escuchaba el ruido blanco, sólo sonidos delicados de gotas cayendo. Y los insectos y un tucán. Una brisa caliente de primavera tropical.


El año anterior habíamos intervenido el mismo espacio, con Laura Zimmermann y otras artistas mujeres que nos acompañaron.  Este año, junto a Belén, compartimos una escucha sensible e íntima del lugar.

 


Universos sonoros. Organizamos sesiones para escuchar el trabajo de lxs residentes.  Estas sesiones, que  se convirtieron en un pilar de la residencia,  acontecieron todos los días en el mismo espacio y a la misma hora. Hábito de escuchar.


Práctica abierta y democrática. Socializar y compartir. Escucharnos y hacernos escuchar. Posibilidad de reconocernos en lxs otrxs, y de acercarnos  por medio de la escucha.


Búsquedas sonoras. Influencias. Inspiraciones.


Escuchar es hacer. Un cuerpo vivo escucha.
 

 

 


Primavera (caliente)
Los días transcurren amenos, leves, soleados. A las 8:30 hay yoga en el jardín con Vane Sacca. Breakfast and sounds. Some are recording. Some are sitting together, working with headphones.


Compartir espacios de trabajo, de escucha, de producción. Intercambio de saberes, de recursos. Múltiples usos de la tecnología para la creación sonora.


A las 12:00, Belén propone un taller con hidrófonos y micrófonos de contacto.


De tarde, vamos a grabar foley al lago. Acompañamos a Matheus Vinhal que trabaja en el diseño sonoro de una película filmada en amazonia. Recreamos  sonidos  de agua, remo, nado, respiración…  ¿Ficción del sonido? Actores de foley.

 


Equinoccio de primavera. 04:52 am.                                                                                                                                                           
Boticelli. Ritual de Bienvenida. Un nuevo día. Watsun, Heron & Nia. El canto de las aves despertando. El sonido de todo lo que vive (brillo intenso). Las voces.
La respiración. El cuerpo entrando al aire.


                                                                                                                                                                                 “Pobre de quem não entendeu que a beleza de amar é se dar.”
                                                                                                                                                                                                                            
ALCIVANDO LUZ e CARLOS COQUEIJO

 



Talleres. Random music (Nico Gulluni). Tire los dados: salen las notas. Tire los dados: sale el ritmo. Saque una carta: sale el registro. Soundscape, recording & production (Andrew O´Connor). Silence is a concept: like the zero. Silence is death in the physical aspect. It´s not a real thing.


                                                                                                                                                                                                                                                  “The body becomes an ear.”
                                                                                                                                                                                                                                                               MURRAY SCHAFER

 

Spring Box DIY (Amber Cortés). Sonidos que saltan. How does your body absorb sound?

Percibir las vibraciones de lo que nos rodea, de todo lo que vive. Music as a dialogue with natural sounds.

                                                                                                                                                          “        Estamos viajando dentro do mesmo barco. Você em um mar, eu em outro”
                                                                                                                                                                                                                                                                       VITOR WUTZKI

 



Pensar en movimiento. Es tanto lo que pasa durante la residencia, que caben varios días en uno y  que el tiempo deja de ser medido en días. Asistimos filmes. Hicimos lecturas, instalaciones y performances en  varios espacios: establo,  galpón,  capilla, carpintería y jardín, alrededor del fuego. Se crearon ensambles espontáneos. Algunos de ellos llegarían  al estudio de grabación. Recibimos a varios  convidados: Daniel Jablonski, Bruno Iassi, Marcos Felinto, Laura Burocco y  Charles Feitosa, que renovaron la escucha y los vínculos. Conversamos intensamente sobre nuestras identidades, reflexionando sobre el lugar que ocupamos en la sociedad, de acuerdo al color de nuestra piel. Pensamos la residencia como parte de un proceso “decolonial”, en el contexto de una casa señorial que data, justamente, del período colonial. Como dijo Felinto, "uma missão difícil e transformadora de toda a experiência da residência, tomada como laboratório antirracista".
Caminamos en la noche para escuchar y grabar sapos, grillos y toda esa fauna encantada que se manifiesta sin ser vista.

 


Puertas Abiertas. Hacia el final de la residencia, abrimos las puertas para la comunidad de “São José do Vale do Rio Preto”. Nos visitaron lxs alumnxs de la escuela “João Limongi”. Lxs recibimos con talleres, presentaciones e intervenciones al aire libre. Hubo una meditación sonora en la capilla, montamos un bar en el parque y proyectamos sobre las ventanas del patio, alrededor del estanque. Lxs agricultores de la asociación “Terra de Guaxo” prepararon sus deliciosas tapiocas orgánicas. Bebimos cachaça e hicimos una eterna fogata que nos acompañó hasta el amanecer.

 

 


Termino de escribir este texto en Buenos Aires. Es Enero y estoy de visita en mi ciudad. Desde acá reviso el material de esta tercera residencia. Los registros amplifican los recuerdos. Los vuelven inmensos. Suenan otra vez los sapos y las canciones. A la distancia confirmo que fue mágico, que vivimos una experiencia única y compartida. Llenamos el  lugar de sonidos, sonrisas, danzas, conversas. Compartimos deseos, proyectos, desayunos y almuerzos interminables, conociéndonos en varios idiomas.


¿Cómo no sentirse modificada por todas estas vivencias?
¿Cómo no enamorarse de la vida, después de vivir en São João?


 



 

pictures by Mari Bley

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Somsocosmos 3 

18/09/2019 - 05/10/2019

coletânea Somsocosmos vol.3.jpg
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Portas abertas

pictures by Mari Bley

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Oficina de Belén Gomez de la Torre na escola municipal Marquês de Salamanca

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"New patterns", oficina proposta por Laura Burocco

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